1º Seminário sobre a promoção dos direitos LGBT, em São Paulo

O 1º Seminário sobre a promoção dos direitos LGBT para geração de trabalho, emprego e renda na Cidade de São Paulo é uma ação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho com o apoio Secretaria de Participação e Parceria e da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) que atende uma das propostas aprovadas na II Conferência Municipal LGBT, realizada em agosto de 2011.

O encontro acontecerá no dia 10 de novembro, das 10 horas às 14 horas, no Cine Olido. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. Mais informações através do e-mail seminariosemdet@prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone 3224-6000, ramal 6044.

Clique aqui para preencher o formulário de inscrição.

Confira a programação:

Cadernos Pagu Volume 1– De trajetórias e sentimentos (1993)

O primeiro volume do Cadernos Pagu, produzido pelo Núcleo de Estudos de Gênero Pagu foi publicado em 1993 e traz sete artigos. Com o tema “De trajetórias e sentimentos”, os artigos abordam principalmente a representação do feminino na mídia. Clique aqui para acessar o site do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu para conferir os artigos que compõem a revista e clique no link para ler os documentos.

Apresentação – (Adriana Piscitelli)

A Propósito de Pagu – (Mariza Corrêa)

Categorias analítica e empírica: gênero e mulher; disjunções, conjunções e mediações – (Suely Kofes)

Imagens da prostituição na Belle Époque paulistana – (Luiza Margareth Rago)

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e a concessão de Dotes – (Leila Mezan Algranti)

As famílias no Brasil contemporâneo e o mito da desestruturação – (Ana Maria Goldani)

Revistas femininas e o ideal de Felicidade Conjugal (1945-1964) – (Carla Bassanezi)

Tradição oral, memória e gênero: um comentário metodológico – (Adriana Piscitelli)

Seminário “Corpo e (pós) trabalho no cinema cubano”

 O Cinepagu promove amanhã o Seminário Corpo e (Pós) Trabalho no Cinema Cubano, com palestra de Julio Ramos, da University of California – Berkeley. O encontro será realizado na sala CL05, no IEL/Unicamp, a partir das 14h. Para mais informações, clique aqui.

 

 

 

 

Novas modalidades de família na pós-modernidade

Tese de doutorado de Adriana Caldas do Rego Freitas Dabus Maluf
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

A família é originariamente o lugar onde o homem se encontra inserido por nascimento ou adoção e nela desenvolve, através das experiências vividas, sua personalidade e seu caráter. O conceito de família vem sofrendo, no passar dos tempos, inúmeras transformações de caráter público e privado em face do interesse e do novo redimensionamento da sociedade.

Nesse sentido, ao lado da família formada para perpetuar o culto religioso doméstico, da família constituída em virtude da autoridade parental, da família orientada pelo direito canônico, veio a pós-modernidade remodelar as relações familiares, tal como anteriormente conhecidas, fazendo-se alçar formas novas, amparadas no afeto e na verdade, buscando, nada além do que a realização pessoal e a felicidade dos seus componentes.

Na evolução histórica da família, além da família tradicional, formada pelo casamento, a introdução de novos costumes e valores, a internacionalização dos direitos humanos, a globalização, o respeito do ser humano, tendo em vista sua dignidade e os direitos inerentes à sua personalidade, impôs o reconhecimento de novas modalidades de família formadas na união estável, no concubinato, na monoparentalidade, na homoafetividade e nos estados intersexuais, respeitando as intrínsecas diferenças que compõem os seres humanos.

Desta forma, a Constituição Federal, que atravessou vários períodos históricos e paradigmáticos rumo à democratização, assegura a preservação da dignidade do ser humano, a liberdade individual, a autodeterminação, o desenvolvimento humano em sua ampla magnitude, a igualdade, a justiça e a não discriminação como valores supremos de uma sociedade plural e mais justa.

Assim, através de uma interpretação sistêmica dos princípios constitucionais, dos grandes debates doutrinários multifacetados e da interferência legislativa, visa a pós-modernidade reconhecer direitos familiares a todos os cidadãos tendo em vista sua rica diversidade, a solidariedade e o melhor interesse de seus componentes.

Clique aqui para fazer download no Banco de Teses e Dissertações da USP.

A igualdade ainda vai chegar: desafios para a construção da “cultura do respeito” aos direitos de cidadania do segmento LGBTT em uma escola pública do município de São Paulo

Tese de doutorado de Claudio Roberto da Silva
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

Este estudo teve por objetivo investigar como a noção de respeito aos direitos humanos, presente nas políticas públicas de educação, reflete-se em relação à garantia do reconhecimento do direito à não discriminação das diferenças sexuais no espaço escolar.

Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa que examinou o entrelaçamento de duas esferas que se relacionam no interior das unidades de ensino: uma, que se referia ao sistema pautado pela legitimidade das diretrizes em defesa da cidadania e do respeito aos direitos humanos, presentes em documentos institucionais, como o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar; e a outra, voltada para os alicerces culturais sobre o que se entendia por sexualidade, até então heterossexual e reprodutiva, os quais ainda alimentavam a dinâmica das relações humanas presentes na escola.

Na investigação empírica, realizada numa unidade de ensino, foram utilizados os seguintes instrumentos teórico-metodológicos: observação etnográfica, entrevistas semi-estruturadas e questionários fechados. Para entender as tensões sobre o reconhecimento da noção universal e abstrata de respeito aos direitos das diferenças sexuais, termo que na escola era constantemente ressignificado como tolerância e/ou como reputação, houve a apropriação dos conceitos de gênero e de sexualidade para a análise das informações, assim como da teorização sobre: o reconhecimento cultural, o multiculturalismo e a defesa simultânea dos direitos à igualdade e à diferença.

Ao ampliar o campo de compreensão sobre as violações cometidas contra os direitos humanos, a homofobia passou a ser considerada uma forma específica de violência, que auxiliava na compreensão das discriminações resultantes de noções, valores e expectativas sobre masculinidades e feminilidades dirigidas a todos/as as pessoas, independentemente de sua orientação sexual; assim como as formas e os conteúdos da humilhação, cuja categorização ajudava na compreensão da forte regulação de gênero, que por vezes ocorria associada à sexualidade, como um fator que dificultava o trabalho escolar com os valores democráticos e de cidadania.

Os resultados obtidos evidenciaram dois aspectos: o primeiro foi o de que a noção de direitos humanos se apoiava na ideia de respeito a um sujeito universalizante e abstrato que não se alinhava à cultura da escola estudada, possuindo pouca repercussão no discurso escolar sobre o respeito aos direitos das diferenças sexuais; e o segundo foi o de que essa escola carregava questões estruturais de condições de trabalho, de estrutura de funcionamento e de exigências burocráticas que dificultavam a introdução de algo que fosse diferente desse discurso universalizante.

Clique aqui para fazer download no Banco de Teses e Dissertações da USP.