Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero (Niem-UFRGS)

O Núcleo Indisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero/NIEM, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ UFRGS, vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas conta com a participação de professoras/es, pesquisadoras/es, funcionárias/os e alunas/s de diversas áreas.

Atua desde sua fundação, em 1984, como articulador dos segmentos feminino e masculino junto ao meio acadêmico e como elemento de ligação entre a Universidade e a Comunidade Rio-grandense. Ao mesmo tempo, fomenta o ensino e a pesquisa sobre a Questão da Mulher e as Relações de Gênero por meio da realização de programas e eventos junto aos meios científicos e feministas locais, nacionais e internacionais.

A partir de sua atuação o NIEM tem contribuído para a formação de uma consciência crítica sobre as desigualdades de gênero e sobre a importância do papel da mulher na sociedade, destacando-se sua atuação nas seguintes atividades:

1) realização de estudos e pesquisas interdisciplinares;
2) elaboração de projetos de pesquisa sobre a mulher e as relações de gênero;
3) realização de atividades de assessoria e consultoria;
4) incremento dos estudos sobre mulher nas áreas de comportamento político;
5) desenvolvimento do ensino sobre gênero.

Também, vinculado ao NIEM e liderado pela professora Drª. Jussara Reis Prá, está o Grupo de Pesquisa sobre Gênero, Feminismo, Cultura Política e Políticas Públicas, o qual é associado à temática Cultura Política e Opinião Pública, linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS.

As principais linhas de estudo desse grupo de pesquisa são relações de gênero, cidadania, políticas públicas, socialização, cultura política, empoderamento, comportamento político, capital social, novas institucionalidades e mecanismos internacionais de promoção dos direitos humanos das mulheres.

Clique aqui para visitar o blog do NIEM/UFRGS.

Cuceta – A cultura queer de Solange Tô Aberta!

A dupla de queer funk Solange, Tô Aberta! foi formada por Paulo Fraga (Paulo Belzebitchy),  per­cus­si­o­nista que já tocou com Lenine e Rita Ribeiro e pelo antro­pó­logo Pedro Costa. O produtor Cláudio Manoel produziu o webdocumentário “Cuceta – A cultura queer de Solange Tô Aberta!” mostrando as performances e ideologias dos membros da banda.

Solange Tô Aberta! tem intenção de questionar, desconstruir e expor situações, costumes, comportamentos e discursos adotados por diferentes segmentos da sociedade. As músicas fazem apologia ao travestismo e são claramente contra os dogmas da igreja católica, os binarismos de gênero e a heteronormatividade. Separados desde 2009, atualmente os membros seguem carreiras solo.

Dillah Dilluz – Travileirinho

Há muitos anos, Edivaldo Barreto levou um bacú policial na rua. O alibã pediu para revistar a bolsa que ele carregava:

– O que você tá carregando na bolsa? – pergunta o policial
– Meu material de trabalho – responde Edivaldo
– Você trabalha em quê?
– Sou transformista!
– Se transforma em quê? Em lobisomem?

A cena relatada acima é um acontecimento real na vida da transformista-atriz-cantora (ufa!) Dillah Dilluz – personagem diva do ator-cantor Edivaldo Barreto. Muitos anos depois do baculejo, Dillah responde ao policial com o álbum “Travileirinho” mostrando todas as transformações que uma drag/transformista consegue encarnar.

Dillah faz shows em casa noturna, compõe jingles para outras artistas e até participou do filme “Carandiru”, de Hector Babenco. O álbum “Travileirinho” é uma grande paródia musical de muitas cenas cotidianas na vida das amigues. O álbum tem paródia de artistas como Ana Carolina, Vanessa Rangel, Zezé di Camargo, Preta Gil, Chico Buarque.

“Travileirinho”, faixa homônima do álbum, traz uma incrível pegada rap e o clipe muito bem dirigido por Rodrigo Averna venceu a edição 2010 do Show do Gongo, do Mix Brasil. E agora, exclusivamente para o Biblioteca Queer, a diva Dillah disponibiliza pras amigue o álbum para download. Ahaza, bee!

Confira o álbum “Travileirinho”:

Capa do álbum "Travileirinho"

Faixa 1: Texto de Arnaldo Jabor (Por Fabrício Viana)
Faixa 2: Travileirinho
Faixa 3: Jamil
Faixa 4: A Trava
Faixa 5: No Dia em Que Eu Saí de Casa
Faixa 6: Gastrite
Faixa 7: Garganta
Faixa 8: Sinais de Fogo
Faixa 9: Tocando em Frente
Faixa 10: Travil (Aquarela do Brasil)
Faixa 11: Remix Travileirinho (DJ Jura)
Faixa 12: Terror na Torre Eiffel

Biblioteca Queer agradece Dillah Dilluz por ter autorizado o download totalmente gratuito e legal do seu trabalho. Se você apreciou a iniciativa, contribua divulgando e prestigiando sempre o trabalho da Diva!

Nomes e diferenças: uma etnografia dos usos das categorias travesti e transexual

Dissertação de mestrado de Bruno Cesar Barbosa
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

O objetivo deste trabalho é discutir os usos das categorias travesti e transexual, referidas a identidades sexuais e de gênero, com base em observações e entrevistas realizadas entre 2008 e 2009 com participantes das reuniões denominadas Terças Trans, que ocorrem quinzenalmente no Centro de Referência em Diversidade (CRD) um equipamento social direcionado para LGBT na cidade de São Paulo. Procurei explorar duas frentes de análise.

A primeira concentrou-se nos resultados de observação das interações e debates entre os participantes, durante as reuniões, especialmente no que diz respeito ao modo como se elaboram as diferenças entre travestis e transexuais. A segunda concentrou-se nas narrativas de história de vida de três participantes, que refletem sobre suas vivências de sexualidade e gênero. Embora as convenções do discurso médico sejam referências centrais para a definição de corpos, subjetividades e identidades das pessoas pesquisadas, foi possível observar também uma variedade de reelaborações e deslocamentos de sentidos nas trajetórias biográficas e na produção das identidades, que têm relação direta com as situações sociais vividas no presente e com os variados contextos de interlocução.

Procuro desenvolver o argumento de que travesti e transexual são categorias performativas, e que tal performatividade não se esgota apenas em enunciados de gênero e sexualidade, mas também podem ser expressas por meio de articulações contingentes que remetem a diferenças de classe, cor/raça e geração.

Clique aqui para fazer download no Banco de Teses e Dissertações da USP.

Ser-tão – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero e Sexualidade (UFG)

O Ser-Tão é um núcleo de estudos e pesquisas em gênero e sexualidade vinculado à Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás. Criado no final de 2006, o Núcleo tem como missão a produção e a divulgação de conhecimentos voltados à promoção da eqüidade de gênero e à garantia dos direitos sexuais.É composto por professoras/es, estudantes e pesquisadoras/es e por representantes de entidades civis interessados nas áreas de gênero e sexualidade. As reuniões são abertas ao público em geral.

Os integrantes do Ser-tão desenvolvem pesquisas, organizam grupos de estudos e promovem cursos de extensão e seminários, reunindo pesquisadores e formuladores de políticas públicas.

Clique aqui para visitar o site do núcleo.

Sociabilidades de jovens homossexuais nas ruas de São Paulo: deslocamentos e fronteiras

Dissertação de mestrado de Hamilton Harley de Carvalho-Silva
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

A pesquisa de mestrado na área de Sociologia da Educação teve como objetivo principal esboçar um panorama sobre elementos do cotidiano das relações sociais que permeiam a questão da homossexualidade masculina de jovens urbanos, moradores da cidade de São Paulo. Possíveis facilidades e dificuldades enfrentadas pelos sujeitos, percursos realizados, limites, estratégias, formas de inserção social e traços de sociabilidade construídos nos movimentos de circulação pela cidade de São Paulo foram investigados e contemplados.

Conversas dirigidas, observação participante e diários de bordo produzidos pelos informantes compuseram os métodos de investigação empregados. Quatro entrevistas em profundidade, três diários de bordo e os trabalhos de observação permitiram a composição de análises e narrativas sobre o cotidiano de jovens homossexuais que enfrentam as fronteiras da sexualidade e as barreiras econômicas na constituição de relações sociais em meio urbano.

A experiência urbana vivida por estes jovens colaborou para construção de modulações nas identidades (constituição de personalidades) dos sujeitos como estratégias de inserção nos grupos sociais a partir de mobilizações particulares.

Clique aqui para fazer download no Banco de Teses e Dissertações da USP.