Edith Modesto é premiada pela tese “Homossexualidade: preconceito e intolerância”

Edith Modesto também é autora de "Vidas em arco-íris; depoimentos sobre a homossexualidade", da editora Record

A está comemorando 100 mil títulos da pós-graduação da USP (mestrado e doutorado). Hoje começa um evento que visa celebrar e refletir sobre as produções acadêmicas e a marca história da universidade. No hotsite da pós-graduação você pode fazer sua inscrição ou assistir ao vivo a programação.

Aproveitando a comemoração, saiu o resultado do Prêmio Tese Destaque USP, que premia as melhores produções dos recém doutorados. Uma grata surpresa foi a premiação da tese de Edith Modesto: “Homossexualidade: preconceito e intolerância – análise semiótica de depoimentos”.

Edith defendeu sua tese no Programa de Pós Graduação em Semiótica e Linguística Geral e foi orientada pela professora doutora Diana Luz Pessoa de Barros. Atualmente, Edith coordena os Grupo de Pais de Homossexuais e o Projeto Purpurina. Este último reúne jovens gays, lésbicas, bissexuais e trans em encontros mensais onde os participantes propõem e debatem sobre temas relacionados a sua vivência como LGBT.

Os encontros são realizados mensalmente no Centro de Referência da Diversidade (CRD). A tese de Edith Modesto está disponível para leitura na íntegra no Banco de Teses e Dissertações da USP, clique aqui para acessar o texto.

Homossexualidade, preconceito e intolerância: análise semiótica de depoimentos

Tese de doutorado de Edith Lopes Modesto dos Santos
Instituição: Universidade de São Paulo.
Prêmio Tese Destaque USP 

Resumo:

Esta tese é sobre o preconceito e intolerância contra a homossexualidade, a partir da análise semiótica de depoimentos de mães heterossexuais e de filhos homossexuais, brasileiros. O trabalho divide-se em introdução, quatro capítulos principais, conclusão, bibliografia e anexos. Na introdução, delineou-se o contexto externo em que se desenvolve a dificuldade de aceitação das mães heterossexuais a seus filhos homossexuais e um apanhado geral do trabalho.

O contexto interno foi considerado como o resultado do cruzamento comparativo de centenas de depoimentos analisados, de mães e filhos. Utilizou-se, como embasamento teórico, a semiótica de tradição francesa e seu instrumental de análise e a tese divide-se como segue: O primeiro capítulo traz a metodologia que foi utilizada e os objetivos do trabalho. O principal objetivo foi analisar como são construídos os discursos de rejeição e/ou os discursos de aceitação da homossexualidade de filhos por suas mães, heterossexuais. Em contrapartida, foram analisados os discursos dos filhos.

O segundo capítulo tratou do preconceito, de mães e dos filhos, anterior à descoberta da homossexualidade. No terceiro e quarto capítulos da tese, relacionou-se o percurso discursivo passional de rejeição/aceitação das mães à sua influência no percurso passional de auto-aceitação dos filhos e levantou-se os principais tipos de paixões e ações apaixonadas que esses discursos manifestam. Examinou-se também a organização discursivo-passional e da enunciação de milhares de depoimentos, relacionando texto e contexto via enunciação.

A partir disso, foi feito o levantamento de semelhanças e diferenças qualitativas, entre os percursos de aceitação das mães a seus filhos homossexuais, na última década (2001 a 2010).

Clique aqui para fazer download no Banco de Teses e Dissertações da USP.