Congresso Internacional Queering Paradigms IV – UERJ

O congresso internacional Queering Paradigms surgiu como uma estratégia acadêmico-político-científica de discutir e problematizar uma política homofóbica (mais tarde revogada) no campus da Canterbury Christ Church University, na Inglaterra no ano de 2008. Com um objetivo explicitamente inter/multidisciplinar, os congressos Queering Paradigms (QP), fundados pelo Dr. Burkhard Scherer, visam a discutir e problematizar os processos de normatização e de marginalização em sociedades contemporâneas.

Desde sua primeira organização, as discussões giraram ao redor de questões identitárias (não-normativas) e as implicações teórico-analítico-metodológicas que os estudos sobre essas identidades impõem às áreas de estudo que sobre elas se debruçam. O etos QP é um espaço amigável e colaborativo para acadêmicxs estabelecidxs e aspirantes debaterem e co-construírem novos conhecimentos.

O Programa Interdisciplinar de pós-graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Programa de pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e a Associação de Linguística Aplicada do Brasil irão organizar o Queering Paradigms 4, a ser realizado entre os dias 25-28 de julho de 2012.

O objetivo do congresso é analisar o status quo atual e os desafios para o futuro dos Estudos Queer e dos Estudos LGBTIQ a partir de uma perspectiva ampla, inter/multidisciplinar, com vistas a problematizar/desestabilizar (i.e. queer) os discursos e os paradigmas das inter-disciplinas. As comunicações, conferências e mesas-redondas discutirão as possibilidades e os potenciais de abordagens teóricas, analíticas e metodológicas queer nas ciências sociais e humanidades e os desafios que tais abordagem colocam para a pesquisa, ativismo político, educação, saúde, direito, religião, linguagem e outras instituições sociais.

Com isso, o congresso atrai várias disciplinas, como por exemplo, antropologia, sociologia, estudos da linguagem, teologia, ciência política, direito, medicina social, filosofia, geografia, psicologia social, reunindo, pelo apelo que a Teoria Queer e os estudos LGBTIQ tem internacionalmente, pesquisadores/as de vários países, constituindo, assim, um rico milieu para aprendizagem coletiva, desenvolvimento de agendas teórico-metodológicas para pesquisas de diferentes áreas e de problematização dos processos sociais, científicos e disciplinares de produção de normas e margens.

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Grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade – CUS (UFBA)

O grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) foi criado no final do ano de 2007 junto ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), na Faculdade de Comunicação, na Universidade Federal da Bahia.

Congrega professores, alunos de pós-graduação e graduação interessados em estudar as relações entre a cultura, gênero e sexualidade. Além de uma pesquisa realizada em conjunto, sobre a representação de personagens não-heterossexuais nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano, os integrantes realizam pesquisas individuais dentro da mesma temática estudada pelo grupo.

Em reuniões semanais ou quinzenais, os membros se reúnem para discutir obras centrais dos chamados Estudos Gays e Lésbicos e, em especial, da Teoria Queer, principal referencial teórico utilizado pela maioria dos seus pesquisadores. O CUS também tem recebido, periodicamente, alunos de graduação e pós-graduação que estão realizando pesquisas em torno dos temas de interesse do grupo, coordenado pelo professor Leandro Colling.

Visite o site: http://www.culturaesociedade.com/cus/

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A teoria queer e a sociologia: o desafio de uma analítica da normalização – Richard Miskolci

Originada a partir dos Estudos Culturais norte-americanos, a Teoria Queer ganhou notoriedade como contraponto crítico aos estudos sociológicos sobre minorias sexuais e à política identitária dos movimentos sociais. Baseada em uma aplicação criativa da filosofia pós-estruturalista para a compreensão da forma como a sexualidade estrutura a ordem social contemporânea, há mais de uma década debatem-se suas afinidades e tensões com relações às ciências sociais e, em particular, a Sociologia. Esse artigo se insere no debate, analisa as similaridades e distinções entre as duas e, por fim, expõe um panorama do diálogo presente que aponta para a convergência possível no projeto queer de criar uma analítica da normalização.

Artigo publicado em: Sociologias, ano 11, nº 21 – 2009.

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Núcleo de Estudos de Gênero Pagu

Desenho de Luiz de Almeida em nanquim (2007)

Um dos núcleos de pesquisa mais importantes do país, o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu congrega pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento em torno de assuntos como feminismo, prostituição, sexualidade, família, raça, travestilidade, mídia: todos em consonância com a perspectiva de gênero. As atividades incluem seminários, palestras, cineclube e publicações periódicas: o Cadernos Pagu.

Publicados desde 1993, os Cadernos Pagu possuem todas as suas 36 edições disponíveis para download no site do núcleo. Além disso, pelo portal Scientific Eletronic Library Online (Scielo), também estão disponíveis os cadernos de número 16 ao 36. O cineclube Cinepagu, também tem uma página própria, onde você confere o calendário das atividades. O núcleo tem também pode ser acompanhando pelo twitter.

Logo teremos mais postagens divulgando as atividades do núcleo, bem como sua rica coleção de cadernos. Os artigos são super-babadeiros!