Dia da Visibilidade Trans: UFMG realiza evento para comemorar a data

Na próxima segunda-feira, 30, a partir das 18h, será comemorado no Centro Cultural UFMG o Dia da Visibilidade Trans, celebrado oficialmente em todo país no dia 29 de janeiro. O evento é promovido pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH/UFMG), pelo Núcleo Trans do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos – Trans) e parceiros como a Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania LGBT e a Coordenação Municipal de DST-Aids.

De acordo com Liliane Anderson, integrante do NUH/UFMG e uma das organizadoras do evento, a comemoração contará com diversos nomes importantes para a defesa dos direitos de travestis e transexuais do Brasil: “Buscamos trazer nomes que vêm atuando de maneira forte na defesa dos direitos de travestis e transexuais de todo o Brasil, como Leonardo Tenório, da Articulação de Homens Trans de Recife, a pedagoga Tatiana Araújo, presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Sergipe, e a assistente social Thais Souza, do Centro de Referência LGBT de São Paulo”.

De acordo com a vice-presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG) e coordenadora do Cellos-Trans, Anyky Lima, o dia da visibilidade trans é de festa mas também de luta contra a exclusão social. “Muitos dos nossos direitos ainda são negados. A visibilidade pode ajudar a diminuir a violência que sofremos”, ela explica.

Além das mesas-redondas, a programação contará com a exibição de vídeos e fotos. Serão feitas também homenagens a Tomba Homem, travesti amiga da célebre Madame Satã, e a Priscila Brandão, assassinada em Belo Horizonte no início de março de 2011.

O evento é aberto ao público. Outras informações pelo telefone 3409-6287. O evento está previsto para ocorrer na Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-6287.

Fonte: Portal da UFMG

Dia da Visibilidade Trans: Campanha e calendário da prefeitura de Vitória da Conquista

Em Vitória da Conquista, a prefeitura tomou a iniciativa de divulgar o Dia Nacional da Visibilidade Trans por meio de uma campanha publicitária, valorizando o combate ao preconceito. Dentro das ações da campanha, no próximo dia 05 de fevereiro, a partir das 16h, acontecerá, no Centro de Convivência do Idoso, uma reunião com travestis e transexuais, com o intuito de discutir ações que possam garantir o respeito à identidade de gênero dessa parcela da população. Além disso, entre o final de maio e o início de junho, Vitória da Conquista sediará o III Encontro de Travestis e Transexuais do estado da Bahia. No evento, serão discutidas temáticas relacionas a garantia de direitos dessa parcela da população.

Fonte: vitoriadaconquista.com.br
Leia aqui a matéria na íntegra.

Dia da Visibilidade Trans: “Talk show” com trans na estação Sé do Metrô (SP)

Hoje é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em comemoração a data, nesta segunda haverá um talk show com a drag e cantora Renata Perón em um dos pontos mais movimentados de São Paulo: a estação da Sé. Renata entrevistará várias trans e o cartunista e cross-dresser Laerte é um dos convidados.

As entrevistas vão focar na história de vida das pessoas, com o objetivo de diminuir o preconceito e a intolerância em torno da comunidade. O talk show será realizado a partir das 17h30 no espaço que fica entre o Tribunal de Justiça e a Catedral da Sé.  Depois das entrevistas, Renata ainda vai fazer um pocket-show.

Fonte: A Capa.

Nomes e diferenças: uma etnografia dos usos das categorias travesti e transexual

Dissertação de mestrado de Bruno Cesar Barbosa
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

O objetivo deste trabalho é discutir os usos das categorias travesti e transexual, referidas a identidades sexuais e de gênero, com base em observações e entrevistas realizadas entre 2008 e 2009 com participantes das reuniões denominadas Terças Trans, que ocorrem quinzenalmente no Centro de Referência em Diversidade (CRD) um equipamento social direcionado para LGBT na cidade de São Paulo. Procurei explorar duas frentes de análise.

A primeira concentrou-se nos resultados de observação das interações e debates entre os participantes, durante as reuniões, especialmente no que diz respeito ao modo como se elaboram as diferenças entre travestis e transexuais. A segunda concentrou-se nas narrativas de história de vida de três participantes, que refletem sobre suas vivências de sexualidade e gênero. Embora as convenções do discurso médico sejam referências centrais para a definição de corpos, subjetividades e identidades das pessoas pesquisadas, foi possível observar também uma variedade de reelaborações e deslocamentos de sentidos nas trajetórias biográficas e na produção das identidades, que têm relação direta com as situações sociais vividas no presente e com os variados contextos de interlocução.

Procuro desenvolver o argumento de que travesti e transexual são categorias performativas, e que tal performatividade não se esgota apenas em enunciados de gênero e sexualidade, mas também podem ser expressas por meio de articulações contingentes que remetem a diferenças de classe, cor/raça e geração.

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Seminário “Medicalização da Sexualidade, Sujeitos e Agenciamentos”

Data: 30/11/2011
Local: Auditório do Instituto de Geociências/Unicamp
Horário: 10h00 às 18h00

Programação:

10h00 às 12h00
Conferência de abertura:
A sexologia clínica contemporânea: novos rumos na medicalização da sexualidade
Jane Russo (Instituto de Medicina Social/UERJ)
Coordenação do debate: Maria Filomena Gregori (IFCH/Pagu/Unicamp)

14h00 às 17h00
Mesa Expertises biomédicas, sexualidades e sujeitos: agenciamentos e normatividades
Coordenação: Maria Conceição da Costa (IG/Pagu/Unicamp)
Debatedora: Jane Russo (IMS/UERJ)

Expositores:
Sexualidade na menopausa: estudo etnográfico entre mulheres frequentadoras do ambulatório de menopausa do Caism/Unicamp
Rebeca Fertrin (IG/Unicamp)

Desejos regulados: a invenção da addicção sexual e suas apropriações
Carolina Branco Castro Ferreira (IFCH/Unicamp)

Assexualidade: notas sobre política sexual, legitimação científica e a noção de desejo
Mauro Brigeiro  (IFCH/Unicamp)

“Praticamos SM, repudiamos agressão”: BDSM e manejo de convenções patologizantes
Regina Facchini (Pagu/IFCH/Unicamp)

Boylovers: crime, doença ou desejo?
Alessandro Oliveira (IFCH/Unicamp)

17h00
Lançamento de livro: 
Jorge Leite Junior (UFSCar)
Nossos corpos também mudam: a invenção das categorias “travesti” e “transexual” no discurso científico. São Paulo: Annablume Editora/ FAPESP, 2011

Organização:
Regina Facchini
Carolina de Castro Ferreira

Promoção:
Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu/Unicamp
Departamento de Política Científica e Tecnológica/Instituto de Geociências/Unicamp
Programa de Doutorado em Ciências Sociais/Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/Unicamp

Fonte: Pagu

Dragões: gênero, corpo, trabalho e violência na formação da identidade entre travestis de baixa renda

Tese de doutorado de Marcos Roberto Vieira Garcia
Instituição: Universidade de São Paulo

Resumo:

O presente estudo se iniciou a partir de uma intervenção de cerca de quatro anos, na área da promoção de saúde, voltada a um grupo de travestis de baixa renda, que realizava encontros em uma instituição pública na região central de São Paulo. O método de pesquisa utilizado foi o da observação participante ativa, priorizando-se o caráter interativo e dialógico na obtenção dos dados. Buscou-se investigar a constituição da identidade social entre as referidas travestis, pela descrição e análise de quatro eixos fundamentais para o entendimento de seu universo – gênero, corpo, trabalho e violência – na perspectiva de transcender o privilégio dado à categoria gênero nos estudos existentes sobre travestis.

Procurou-se submeter cada um destes eixos a uma análise social ampliada e referida à realidade brasileira. A partir de uma abordagem critica à categoria “identidade”, foi proposto o entendimento desta, em relação ao grupo estudado, como uma “colcha de retalhos” (“patchwork”), formada a partir da assimilação de fragmentos de diferentes identidade sociais presentes em nossa sociedade. Considerou-se que as principais identidades incorporadas pelas travestis estudadas foram as da “mulher submissa”, da “puta” e da “mulher super-sedutora”, no campo da feminilidade e as do “viado”, do “malandro” e do “bandido”, no campo da masculinidade.

A “identidade travesti” resultante mostrou não apenas a ambiguidade masculino/feminina, mas também contradições e tensões entre as próprias identidades femininas – e masculinas – incorporadas.

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